Será realizado hoje a segunda edição do Quinta Alternativa, na
Praça Alencastro, com as bandas Serramadre, Lexial e Gaspar VR. O show começará
às 18h e vai até às 22h. A intervenção é mensal e busca ser um ponto de ligação
entre público e artistas locais, um fomento à cultura. No mesmo local e
horário será gravado o Harlem Shake Cuiabá, um vídeo que se tornou febre nas
redes.
Rodrigo Marcell é o idealizador
dessa iniciativa e conta que mesmo com pouca experiência como produtor cultural
deu início ao projeto em dezembro de 2012, e segue até hoje sem apoio de iniciativas
privadas ou órgãos públicos. "A principio, este seria um evento voltado à
cultura HIP HOP (grafite, break dance, Mc's, e Dj's), mas achei interessante
incluir tudo que é arte alternativa, daí o rock vem com peso. Hoje em dia, além
do Quinta Alternativa, também toco outros projetos relacionados ao Skate
(Revista Central Skate Mag) e atuo como produtor da banda Estudio Zero",
comenta.
Além de música haverá batalhas de
Mc's (freestyle), cesta de basquete e obstáculo de skate.
Marcell conclui dizendo que
"o evento é feito da galera para a galera. O foco é se manter gratuito,
ter um espaço a mais para o lazer das pessoas que gostam de música
alternativa."
Um novo cenário
musical, cultural, artístico começa a surgir em Cuiabá. Depois de tanto
burburinho e discussões em torno do "autoral vs. cover" eis que os
que já compunham a cena receberam acentuada ascensão, ou ainda os olhos e
ouvidos acostumados com a mesmice resolveram se voltar ao que é produzido em nossa terra.
Visto que, de fato,
- nunca desmerecendo os nomes homenageados nos tributos - ouvir música boa,
música inédita e música feita aqui, por nossos conterrâneos realmente não tem
preço.
O que está em
questão é que a realidade musical local é boa sim, e merece toda atenção,
independente de qual linha sigam.
Quem não sentiu uma pitada de estranheza quando o tal Jhon Douglas pintou um quadro durante um show
da Engenho de Dentro? E mais, quem não viu aí uma luz para a cena que andava um tanto quanto moribunda - com o perdão da palavra - ? E agora, uma banda das casas de show
noturnas se apresentando no SESC Arsenal, com uma proposta tão intimista que já
no anúncio é possível sentir a coisa boa está por vir.
Que essa nova
remessa, safra, ou esses novos ares mesmo, sirva para unir, mesclar, e fazer crescer a, por vezes tão mesquinha e desunida, cena musical em Cuiabá. Alguns pregando respeito e dizendo não ao preconceito, mas cavando com as próprias mão
o abismo que divide os estilos musicais. Não é de se orgulhar que ainda hoje existam comentários do tipo: Não acho que tal banda pertença a
cena.
A banda Engenho de Dentro, estará com o show "Introspecção e Transcendência", em cartaz
no teatro do SESC Arsenal, nos dias 27 e 28, às 20h.
Roger Dario, o vocalista, em um bate papo bastante descontraído falou sobre o que espera dessa apresentação.
Na íntegra com Roger Dario:
Socialize: Bom,
como surgiu o convite ou a ideia de se apresentarem no SESC?
Roger: O convite
veio do Sesc Arsenal mesmo, veio através da indicação da musicista Estela
Ceregatti. Depois de ela ter sido apresentada a nossa arte, em um Sarau
Cultural em que tocamos juntos, na mesma noite, ela comentou sobre a banda com
a Carol Barros, produtora do Sesc Arsenal, e aí, surgiu!
Socialize: Certo. A Engenho está entre as bandas de Cuiabá que mais se deixam fluir no palco, isso é
proposital ou o resultado da sintonia dos integrantes?
Roger: Surge
naturalmente pelo fato de nos entregarmos de corpo e alma à música, à arte.
Cada um dos músicos da banda tem sua importância, e juntos, se completam. Nós
estamos a favor da melodia, da poesia, e não a favor de um ego em particular.
Socialize: Isso é
muito bom, talvez a cereja que os diferencie. E já não é a primeira vez que o
Jhon é convidado a pintar durante a apresentação da banda. Isso surpreendeu e
agradou o público por ser inovador. Essas extravagâncias, no melhor dos
sentidos, têm pretensões de continuar?
Roger: Nós
apreciamos e honramos o fato do apoio a toda e qualquer forma de movimento
artístico. Unir vários universos em um único contexto é legal, vital. Porque um
espetáculo musical vai muito além de apenas música. Por isso, sempre pensamos
em agregar nossa arte a arte de outros artistas. O Jhon é um cara especial,
amigo da banda, que não pensou duas vezes e topou na hora essa
"loucura". E enquanto as engrenagens da Engenho de Dentro tiverem
força pra girar, isso há de continuar acontecendo.
Socialize: Esse
novo universo na cultura que a banda propõe, de mesclar várias artes e mais
agora com o convite para algo tão intimista, pode ser considerado um salto na
história da Engenho ou ainda é cedo para isso?
Roger: O convite para expormos nossa arte em um dos palcos mais emblemáticos da
cultura do estado, o do Sesc Arsenal, sem dúvida nos deixou... sem palavras. É
um reflexo que traduz o que acontece com a Engenho, (risos). Mas nós deixamos
com que tudo flua, do modo que deve ser. Em tão pouco tempo boas novas
surgiram pra gente, e assim vamos indo. O que há de ser, será.
Socialize: É
gratificante ver uma vertente surgindo aqui, na nossa terra, nós como público
nos sentimos parte e orgulhosos de vocês. E para finalizar, o seu convite para
que as pessoas compareçam.
Roger: Enfim, grato
por este papo. E a contribuição do Blog Socialize é, sem dúvida, de extrema importância
para a arte, para o homem, para a cidade, para todos. Afinal, existem muitos
artistas com sua arte sincera e isso é preciso expor para que as pessoas
conheçam tantas óticas diferentes. Então, a todos os queridos amigos que, de
fato, consideram a arte, a música, como alimento necessário para uma paz plena,
fica o meu convite. Dias 27 e 28 deste mês, às 20h, ofereceremos
nossa poesia, nossa harmonia e melodia em um contexto que, certamente, há de
fazer muitos irem a outra esfera, (risos). Será no teatro do Sesc Arsenal, nos
vemos lá!
O Socialize fica
imensamente grato pela conversa, e deixamos as portas sempre abertas à banda.
Boas energias e muita sorte a vocês!
Assista um trecho da nova canção, A Falta Que Me Faz:
Foi assim que Fabrício Chabô, um dos organizadores descreveu o grande e histórico evento que aconteceu na última terça-feira (19/02) na aconchegante
praça da mandioca, que emocionou a muitos com a exposição do trabalho de um dos
artistas mais importantes do nosso estado, Antonio Sodré.
O poeta, músico, ilustrador e livreiro mudou-se para Cuiabá
no final da década de 70, ingressou na UFMT onde cursou história, letras e
música, de onde nunca mais saiu, tendo se estabelecido lá com uma banca de
livros, estudando e divulgando poesia por cerca de 30 anos.
Não da para falar que Sodré “foi”um grande artista, além de
injusto seria uma grande mentira. Suas poesias e canções permanecem na memória
de amigos do famoso Sodrézinho e dos amantes da cultura até os dias de hoje e
sem dúvidas vai correr os séculos adiante.
A prova disso foi ver a praça da mandioca lotada por aqueles
que apreciam o tumulto de sentimentos e simplicidade que o poeta sempre
transmitiu ao público. E nada melhor do que os depoimentos daqueles que estavam
presentes no Sarau que marcou história.
Mario Olimpio
“A praça da mandioca é o lugar mais charmoso de Cuiabá. e
não poderia haver melhor lugar para receber o Sarau Free, que é o movimento
cultural mais charmoso de Cuiabá também. Juntar tudo isso com um público
heterogêneo, inteligente, divertido é a melhor forma de fazer uma homenagem ao
Antonio Sodré, um artista profundamente brasileiro, que nos deixou
prematuramente. Vida longa à praça, ao sarau, ao Sodrezinho e às pessoas que
brilham na órbita da Cuiabá contemporânea.
Vanderlei Frassetto
“Foi muito legal mesmo, revi muitas pessoas que não via há
tempos, conheci outras pessoas que nem imaginaria que estariam lá. Muita gente
bacana e a praça tava lotada, homenagem linda, foi a primeira vez que fui lá, vi
o quanto to perdendo, mas isso não vai mais acontecer.”
Em uma breve entrevista, Isadora Pinotti nos conta
um pouco sobre a festa a fantasia Cinesia, que será realizada nesta sexta
17/08.
“‘Cinesia’ surgiu da ideia de uma das bolsistas do
cineclube coxiponés, Joana Castro, sobre fazer uma festa fantasia só com
personagens de cinema, por causa da ideia do cinematografando que é um programa
de audiovisual da UFMT”, comenta Isadora.
A festa não terá um homenageado específico, fica a
critério dos participantes homenagearem seus respectivos ícones do cinema. A idéia
é estimular a percepção das pessoas em relação aos diversos gêneros do cinema.
Sobre o esquema de segurança, Isadora fala que o
local, o Cavernas Bar, já foi escolhido pensando nisso, já que a casa de show
tem seu próprio ritmo.
Além de Isadora, Carlos Henrique Gontijo, Luciana
Amorim e Joana Castro também estão, de certa forma, envolvidos com a
organização.
O público alvo é um tanto fechado, já que as bandas
que irão se apresentar seguem a linha “rock and roll”, mas isso não impede que
outras tribos se divirtam. A festa, garante Pinotti, será uma boa distração
para qualquer público que tenha bom gosto para filmes, ou goste de uma boa
festa fantasia.
“Serão eleitas as fantasias: mais bonita, criativa,
original e feia. As ganhadoras serão premiadas com uma garrafinha de Absinto
Artesanal, mesmo que a ideia seja só ter uma interação na festa. Serão
escolhidas pela comissão julgadora composta por mim, Luciana Amorim e Joana
Castro”, completa Isa.
Cinesia será nesta sexta (17), no Cavernas Bar, a partir
das 21h. Os ingressos podem ser comprados na hora, com fantasia $10,
sem fantasia $15. Participação das bandas Jolly
Rouge, Inmenso, Branco ou Tinto. Mais o DJ: Michel Oguihara.
Menores de idade só acompanhados
pelos pais ou responsável.
“Preparem suas fantasias e recordem
as mais antigas memórias de filmes. O cenário são vocês!”, Isadora Pinotti.
Além de soltar a voz, Luê também toca rabeca, instrumento que a encanta desde menina. "Boa parte dar minha família é de Bragança [município da região nordeste do Pará]. Conheci a rabeca vendo os mestres da Marujada de São Benedito tocarem e achei lindo o som. A rabeca é ancestral ao violino, quem faz são artesãos, e têm uma tradição muito forte nesta região do Brasil" afirma a instrumentista.
Luê tem formação clássica em violino, pelo Conservatório Carlos Gomes (PA). Fez parte da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFPA (OSUFPA).
Denominado "Tu já Rainha", o show musical é um passeio pela música produzida no Pará. Carimbó, Zouk, Xote, entre outros, são apresentadas com arranjos modernos sem perder a essência da música de raiz, tão presentes na vida da cantora.
Faça parte dessa história você também, compre sua pulseira, e ajude na reforma do Hospital do Câncer de Mato Grosso!
Se você ainda não sabe como participar dessa linda campanha, aí vai um lembrete. Além das doações em espécie e materiais de construção, a partir de hoje é possível ajudar adquirindo as pulseirinhas 'Faço parte dessa história' que estão a venda no Pantanal Shopping (no Espaço Cliente, entrada principal) e no Bazar Solidário do Hospital de Câncer (Av. Historiador Rubens de Mendonça, 5500, Bairro Morada da Serra).